Resolvi escrever sobre isto após ver um comentário de um anônimo, copiado abaixo, na resenha de Em Chamas. Já vou adiantar: eu não bloqueei o comentário, pelo contrário, queria permiti-lo e respondê-lo, mas, por algum motivo, o Blogger não me permite isto.
Querido anônimo, segue minha resposta:
Para mim, como já falei em algumas resenhas, leitura nada tem a ver com racionalidade. Não sei ler analisando racionalmente a narrativa, a tradução, o ponto-e-vírgula. Por isto, não tenho o costume de escrever resenhas enquanto estou lendo o livro. Muitas vezes escreve apenas alguns dias após terminar o livro. Porque sou uma leitora emocional.
Não sou crítica literária, assim, para minhas resenhas, o que importa é o meu sentimento. Livros me emocionam, não leio sinopse na maioria das vezes, crio plots inteiros em minha cabeça, fantasio com várias possibilidades e quase sempre erro, pelo jeito.
O que aconteceu com Em Chamas, com a série Hunger Games, foi isto. Amo livros sobre guerras, revoluções, desobediência civil e quebradeira geral. Então, sempre que vejo uma pitada disto, crio grandes expectativas, e, infelizmente, no livro em questão, não foram sanadas. Eu esperava algo, este algo não aconteceu. Resultado: buuuuu para o livro.
O que acontece constantemente com minhas resenhas quando coisas como estas acontecem é que eu consigo percebe que o livro não é ruim. E não é porque ele é um bestseller, porque teve uma adaptação cinematográfica, porque tem uma legião de fãs. A saga Crepúsculo tem todas estas características e eu falo que sim, os livros são podres. Mas algumas vezes o livro é bom, mas por determinada circunstância - grandes expectativas, momento errado de ler o livro, etc - não "rolou a química" entre eu e o livro. Ponto. Então minha resenha fica assim, contraditória, misturando emoção com razão. Não tenho o interesse também de falar mal do livro só porque eu esperei demais dele e tento pescar as partes boas.
Outro ponto é que, como resenhista com os pés no chão, tendo mostrar a parte boa e ruim de um livro. Às vezes fica mesmo confuso, e eu até me pego repensando se eu realmente gostei do livro, quando no Skoob eu coloco cinco estrelas, mas escrevo muitas críticas negativas sobre livro e só "mas o livro é muito bom!" de crítica positiva.
A verdade é simples: é muito mais fácil escrever coisas ruim do que coisas boa, não importa o quanto o livro é perfeito. Se eu fosse escrever resenhas dos livros de Harry Potter, por exemplo, minha série favorita, livros que transcendem todo meu viver (ui), dissertaria sobre cada falha de J.K. Rowling, mas o que eu conseguiria falar de bom seria "os livros transcendem todo meu viver". Isto é quase inerente de mim e busco melhorar. Principalmente no blog.
Só para finalizar: eu reluto muito em dizer que algo é ruim e, principalmente, deixar a esperança ir embora. Por isto quase nunca nas minhas resenhas você lerá que o livro é ruim e ponto. E Hunger Games era uma promessa de preencher o lugar vazio no meu coração com o fim da saga de Harry Potter, por isto a esperança foi até o último livro...
Espero que isto esclareça minhas contradições nas resenhas...
ps: relendo a resenha que gerou o comentário, acho que deixei bem claro meu ponto de vista, e é impossível criticar ou elogiar a saga quando você não terminou de lê-la...

































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