Título: A Esperança
Título Original: Mockingjay
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Ano: 2011
Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo.
Finalmente o último livro da série Hunger Games. Para quem tem o interesse, segue o link para as resenhas dos dois livros anteriores: Jogos Vorazes e Em Chamas.
As primeiras páginas cem páginas foram extremamente complicadas de ler. Fiquei o mês de maio inteiro para lê-las. Não sei se foi porque estava extremamente decepcionada com o segundo livro ou se porque este lengalenga de ser o Tordo ou não estava chato mesmo. De qualquer forma, depois que a ação começou a acontecer, a leitura flui rapidamente.
Lendo este livro, confirmei o que eu senti falta em Em Chamas - se metade da ação tivesse ocorrido no segundo livro, eu teria amado. Adorei o fato de ela explorar o lado podre dos dois lados e no fato de ela não ter pena dos personagens (ah, este personagem está feliz, vai ter um final feliz... 'bora matá-lo!).
Mas, como nem tudo são flores, e podem me chamar de insensível, nem me importei muito com a (SPOILER)morte de Prim. Não era uma personagem com quem eu me importasse tanto, no fim das contas. As pessoas constantemente falam que choraram com este livro... certo, tudo é muito terrível e tudo mais, mas chorar? Passei longe. Aliás, após tudo, após (SPOILER)o assassinato da Coin pela Katniss, li o que restava do livro só para terminá-lo. Muito drama por pouco. Não, deixe-me corrigir aqui: não estou dizendo que todo o estado catatônico da Katniss é injustificado, mas - não sei - algo me deixou com esta sensação de overreaction.
Fora isto, outra coisa que me deixava com vontade de pular algumas páginas foi o romance. Nem Gale nem Peeta me despertaram algum sentimento romântico. Aliás, acho que foi um dos pouco livros que eu não fiquei esperando o romance e só queria saber da ação mesmo. Gale e Peeta, e acho que praticamente todos os personagens, não conseguiram me sensibilizar.
Em suma: não é que o livro seja péssimo, acho que eu já estou com uma pontada de decepção que não sarou, mas para mim não basta você expor fatos terríveis nos livros e esperar que os leitores com seu senso comum sintam toda crueldade. Faltou algo na narrativa - e vou admitir que não sei o que foi - que trouxesse algum sentimento neste sentido. É como você colocar dois personagens dando uns beijos e falar que estão com sentimentos confusos e esperar que o romance entre os dois convença os leitores. Isto também não me convenceu...

































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